Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vidros Portugueses & Companhia

Vidros Portugueses & Companhia

Caixa laranja

Janeiro 15, 2025

blogdaruanove

 

 

Caixa em vidro prensado, laranja opaco, com cerca de 4,7 x 12,2 x 9,8 cm.

 

Esta caixa, que poderia servir como cigarreira de mesa, apresenta uma decoração em relevo que remete claramente para a técnica do vidro lapidado.

 

Elaborado a partir da inclusão de cádmio e seleno na pasta, o vidro laranja é um dos vidros cuja coloração tem custos de produção mais elevados, tal como o vidro azul e, particulamente, o vidro vermelho.

 

 

 

Embora os tons laranja surjam já como uma tendência cromática no início do século XX, num vidro iridiscente, posteriormente designado com Carnival Glass, desenvolvido pela companhia americana Fenton, num tipo de vidro opaco denominado Tango, produzido na Boémia durante as décadas de 1920 e 1930, e no vidro americano translúcido, prensado e menos oneroso, produzido após o crash bolsista de 1929 e conhecido como depression glass, esta peça remontará apenas à década de 1960 ou 1970, altura em que diversas fábricas estrangeiras, como a Fenton e a Viking, comercializaram vidro laranja translúcido no âmbito de alguns revivalismos nas artes decorativas, durante o auge da cultura Pop.

 

Contudo, esta peça, até porque apresenta um laranja opaco, poderá ter sido produzida em Portugal.

 

Conhecem-se, ainda, variantes desta caixa em vidro opaco marmoreado, apresentando tons de branco e castanho-avermelhado ou branco e ametista escuro. 

 

 

 

Actualmente, há peças associadas a outras variantes deste padrão losangular revivalista, nomeadamente alguns copos de pé em vidro moldado, ainda hoje produzidos e comercializados, em diversas cores, pelo grupo Vista Alegre / Atlantis.

 

Conhecem-se ainda outros exemplares, de copos rasos, que combinam este padrão com folhas de acanto e motivos neoclássicos, em vidro laranja translúcido, produzidos também, tais como os anteriores, em moldes tripartidos.

 

Obviamente, as tonalidades alaranjadas translúcidas tiveram ainda um período áureo na produção vidreira portuguesa, entre as décadas de 1930 e 1950, através do tratamento químico da superfície do vidro branco transparente, processo denominado em inglês flashing e comum no depression glass, que deu origem ao vidro popularmente conhecido como casca de cebola.

 

 

 

 

© Vidros & Companhia

Copo ametista

Dezembro 15, 2024

blogdaruanove

 

 

Copo promocional, com cerca de 7,2 cm. de altura e 7,5 cm. de diâmetro, em vidro moldado de cor ametista, apresentando publicidade a Eduardo Martins & Ca., empresa lisboeta fundada em 1889.

 

Embora o formato desta peça seja reminiscente da inovadora estética escandinava do pós-guerra, e do design de Tapio Wirkkala (1915-1985) em particular, o design deste exemplar foi concebido em 1970 por João Eduardo Marinho (n. 1946) e produzido pela FEIS, na Marinha Grande, no início desta década.

 

O Museu do Vidro, na Marinha Grande, ilustra na documentação da sua exposição permanente uma imagem onde se apresentam um jarro e copos, semelhantes a este, com a seguinte legenda - "Serviço de mesa ORION, Design Eduardo Marinho, Fábrica-Escola Irmãos Stephens, Marinha Grande, 1970/72."

 

 

 

 

O catálogo da 1.ª Exposição de Design Português, realizada na Feira Internacional de Lisboa entre 20 e 29 de Março de 1971, reproduz uma fotografia com copos de três diferentes tamanhos e a seguinte legenda: "serviço de mesa / modelo ORION / material: vidro / design de João Eduardo Marinho em 1970 / produzido por Fábrica-Escola Irmãos Stephens / protótipo".

 

Para além da cor aqui apresentada, conhecem-se exemplares deste serviço em vidro branco transparente, castanho-acinzentado, salmão (já aqui reproduzido: https://vidrosecompanhia.blogs.sapo.pt/copo-17714), verde e vermelho rubi.

 

Os copos, documentados em três diferentes tamanhos como já foi referido, também se conhecem numa variante com fundo raso.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Pote com Tampa

Agosto 09, 2024

blogdaruanove

 

 

Pote com tampa, em vidro doublé, tendo cerca de 26,4 cm. de altura.

 

Com uma camada interior de vidro leitoso opaco e um revestimento exterior em vidro translúcido acinzentado, esta peça transmite uma sensação de modernidade através do revivalismo do seu formato combinado com o vidro doublé e o destaque assumido pelas estrias verticais que sobressaem no seu corpo.

 

 

Evocando os formatos dos antigos potes de farmácia, em faiança, esta peça tanto pode assumir-se como funcional, enquanto recipiente para diversos materiais, ou como um mero objecto decorativo.

 

Esta combinação de vidro doublé com a revisitação de formatos clássicos é característica das décadas de 1960 e 1970, sendo este exemplar, muito provavelmente, desta última década e originário da Marinha Grande.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Agosto 03, 2024

blogdaruanove

 

 

Jarra, com cerca de 18,2 cm. de altura, em vidro doublé vermelho e branco translúcido.

 

Estas jarras modernistas, com formato orgânico inspirado em cascas e troncos de árvores, ao gosto escandinavo, são datáveis da década de 1960 ou 1970 e foram, na sua maior parte, comercializadas com a etiqueta Ingrid Glass.

 

A produção da Ingrid Glass apresenta muitas semelhanças com alguns formatos da fábrica inglesa Whitefriars.

 

 

 

As informações sobre a  Ingrid Glasshütte e Ingridglas são escassas, não havendo sequer a certeza se operou apenas na Alemanha ou também na Áustria. Depreende-se que a companhia terá sido fundada na década de 1960, sabendo-se, contudo, que encerrou em 1979.

 

Conhecem-se variantes deste formato em tons de amarelo, ametista, azul, branco, verde e cor de mel.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra Iceberg

Julho 28, 2024

blogdaruanove

 

 

Jarra moldada, com cerca de 25,7 cm. de altura e 9,4 cm. de diâmetro, apresentando vidro de três cores - ametista, branco transparente e branco leitoso.

 

Produzida pela Fábrica-Escola Irmãos Stephens a partir de meados da década de 1970, corresponde ao modelo designado como Iceberg, sendo o seu formato claramente inspirado pela estética escandinava do pós-guerra e pelo design de Tapio Wirkkala (1915-1985), em particular.

 

 

 

Para além da variante que combina os dois vidros brancos referidos com a cor verde, existente no Museu do Vidro, na Marinha Grande, conhecem-se ainda variantes combinando vidro castanho ou vidro vermelho com o vidro branco transparente e o vidro branco leitoso.

 

Conhece-se também uma variante que apresenta apenas vidro branco transparente.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Julho 06, 2024

blogdaruanove

 

 

Jarra, com cerca de 26,2 cm. de altura, em vidro doublé.

 

O vidro doublé, também conhecido como vidro encamisado, apresenta, tal como a designação francesa indica e se pode verificar na imagem de corte, duas camadas de vidro de diferentes cores sobrepostas, neste caso uma camada de vidro branco transparente e outra de vidro branco coalhado (lattimo).

 

A decoração desta peça apresenta um recurso decorativo menos comum que a estampagem por decalque, que é a impressão serigráfica. Como se pode verificar, as várias pétalas, e as duas cores, estão separadas entre si, o que traduz a utilização de uma chapa recortada para reproduzir o rosa e outra para o verde. Na reprodução, os espaços em branco visíveis no vidro correspondem à delineação que permaneceu na chapa, os espaços coloridos ao seu vazado.

 

É possível que esta jarra tenha sido produzida, durante as décadas de 1970 ou 1980, na Marinha Grande.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Copo

Maio 09, 2024

blogdaruanove

  

 

Copo promocional, com cerca de 7,2 cm. de altura e 7,5 cm. de diâmetro, em vidro moldado cor de salmão.

 

A empresa Eduardo Martins & C.a. foi fundada em 1889, na Rua Nova do Almada, transformando-se ao longo do século XX num dos grandes armazéns de Lisboa e expandindo-se para a Rua Garrett. Integralmente destruídas pelo incêndio do Chiado, ocorrido em 1988, as instalações da empresa acabaram por ser demolidas para dar lugar aos actuais edifícios desenhados pelo arquitecto Álvaro Siza Vieira (n. 1933).

 

Embora o formato desta peça seja reminiscente da inovadora estética escandinava do pós-guerra, e do design de Tapio Wirkkala (1915-1985) em particular, o design deste exemplar foi concebido em 1970 por João Eduardo Marinho (n. 1946) e produzido pela FEIS, na Marinha Grande, no início desta década.

 

O Museu do Vidro, na Marinha Grande, ilustra na documentação da sua exposição permanente uma imagem onde se apresentam um jarro e copos, semelhantes a este, com a seguinte legenda - "Serviço de mesa ORION, Design Eduardo Marinho, Fábrica-Escola Irmãos Stephens, Marinha Grande, 1970/72."

 

O catálogo da 1.ª Exposição de Design Português, realizada na Feira Internacional de Lisboa entre 20 e 29 de Março de 1971, reproduz uma fotografia com copos de três diferentes tamanhos e a seguinte legenda: "serviço de mesa / modelo ORION / material: vidro / design de João Eduardo Marinho em 1970 / produzido por Fábrica-Escola Irmãos Stephens / protótipo".

 

Para além da cor aqui apresentada, conhecem-se exemplares deste serviço em vidro ametista, branco transparente, castanho-acinzentado, verde e vermelho rubi. Os copos, documentados em três diferentes tamanhos como já foi referido, também se conhecem numa variante com fundo raso.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Solitário

Março 17, 2024

blogdaruanove

 

 

Solitário, em vidro doublé, com cerca de 20,7 cm. de altura.

 

Esta combinação de vidro doublé, com uma camada âmbar e outra branca coalhada no interior do corpo da jarra, assentando num pé monocromático, é comum na produção da Marinha Grande, sendo o formato também semelhante aos que se produziram na região durante as décadas de 1970 e 1980.

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Janeiro 27, 2024

blogdaruanove

 

Jarra, com cerca de 23,5 cm. de altura, em vidro doublé moldado.

 

Este formato da Fábrica-Escola Irmãos Stephens, designado como Adágio e datável do início da década de 1970, foi comercializado em duas dimensões diferentes, com 20,5 cm. e 23,5 cm. de altura, conhecendo-se exemplares em azul, verde água, vermelho e vermelho-alaranjado.

 

Existem formatos escandinavos similares, atribuídos à fábrica sueca Ryd Glasbruk, empresa que exportaria peças destas para países francófonos com a etiqueta "opaline suedoise", nas variantes cromáticas ametista, azul celeste, azul cobalto, laranja e verde.

 

Fundada em 1918, a Ryd comercializou, nas décadas de 1960 e 1970, diversos formatos semelhantes aos produzidos noutras fábricas escandinavas, como a sueca Alsterfors (1886-1980) e a dinamarquesa Holmegaard (Holmegaard glass, vases, wine glasses - Official website (rosendahl.com)), tendo encerrado em 1985.

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Dezembro 29, 2023

blogdaruanove

 

Jarra, com cerca de 21 cm. de altura, da Fábrica-Escola Irmãos Stephens, Marinha Grande.

 

Este formato surge referenciado nos painéis documentais do Museu do Vidro da Marinha Grande com a denominação Aveiro. Juntamente com os formatos Adágio e Bari, assume-se como um dos ícones da modernidade formal materializada nas jarras comercializadas pela FEIS durante a primeira metade da década de 1970.

 

Produzidas em vidro moldado, estas jarras apresentam aquilo que na Marinha Grande sempre se designou através do galicismo vidro doublé, isto é, são constituídas por duas, ou mais, camadas de vidro, sendo que uma delas, neste caso a exterior, é de vidro transparente e a outra de vidro colorido.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2025
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D