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Vidros Portugueses & Companhia

Vidros Portugueses & Companhia

Copo alto

Março 26, 2025

blogdaruanove

 

 

Copo alto, com cerca de 15,8 cm. de altura, decorado com linhas circulares paralelas, esmaltadas a vermelho e amarelo, filetagem a ouro, no rebordo e na base, e algumas cartas como motivo central.

 

Conhecem-se copos produzidos no Centro Vidreiro do Norte de Portugal, em Oliveira de Azeméis, com decoração e formato semelhantes, embora com apenas uma única linha sob as cartas. 

 

Um exemplar, semelhante a este último e com o mesmo tipo de cartas aqui apresentadas, embora com menos de 15 cm. de altura, está documentado na página 29 do Catálogo de Artigos Diversos do Centro Vidreiro, publicado em Setembro de 1969.

 

Os motivos aplicados neste tipo de copos abrangiam temas desportivos, folclóricos, geométricos, infantis e publicitários encontrando-se ilustrados, no catálogo de 1969, alguns exemplos dos que haviam sido produzidos por encomenda – Pastelaria Salão de Chá Chic, Costa da Caparica; Restaurante Faroleiro, Guincho; Pastelaria Suissa [Lisboa]; Restaurante Faia [Lisboa] e Salão de Chá Veneza [Lisboa].

 

Na página 30 do mesmo catálogo, surgem copos de formato semelhante, modelo 389, com capacidade para 3,5 decilitros, designados como sendo "Copos para Whisky".

 

 

 

 

© Vidros & Companhia

Copo para refresco

Julho 18, 2024

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Copo, com cerca de 11,9 cm. de altura, apresentando decoração de flores estilizadas, pintadas a esmalte branco, azul e vermelho, inscrito com outros motivos decorativos, e a legenda "Parabens", a ouro.

 

No Catálogo de Artigos Diversos do Centro Vidreiro do Norte de Portugal, S.A.R.L., de Oliveira de Azeméis, datado de Setembro de 1969, uma peça semelhante, com o mesmo formato e um prato como complemento, surge ilustrada na secção de artigos pintados, estando denominada como "copo para refresco".

 

 

A peça surge catalogada sob o número M/808, com a indicação "Pintura c/ ouro e dístico" e o preço de 25$10 para o conjunto de copo e prato.

 

Embora a ilustração deste catálogo de 1969 apresente a legenda "Parabéns" sobre um fundo constituído por uma parra, e seja um facto comprovado que outras fábricas portuguesas produziram outros copos para refrescos, é muito provável que este exemplar tenha sido efectivamente produzido, também, no Centro Vidreiro de Oliveira de Azeméis, eventualmente numa data anterior.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Maio 21, 2024

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Jarra, com cerca de 24,8 cm. de altura, apresentando inclusões de vidro branco coalhado, verde e castanho-avermelhado numa massa de vidro branco transparente.

 

Seguindo o modelo dos vidros italianos que, no formato, evocam um cartucho, cartoccio, criados por Flavio Poli (1900-1984) em 1937, para a empresa Seguso Vetri d'Arte, ou um lenço de mão suspenso, fazzoletto, criados por Fulvio Bianconi (1915-1996) e Paolo Venini (1895-1959) em 1948 e comercializados a partir do ano seguinte, esta peça ilustra também o incamiciato (encamisado), o "encamisar" das inclusões coloridas na camada exterior de vidro branco transparente, característico desta técnica.

 

Este exemplar, contudo, corresponderá à produção portuguesa da Marinha Grande, que, tal como o Centro Vidreiro de Oliveira de Azeméis, através dos seus modelos número 863 e 864, produziu várias jarras evocando formatos semelhantes aos criados por Bianconi, Poli e Venini.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Novembro 14, 2023

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Jarra, com cerca de 9,6 cm. de altura, produzida no Centro Vidreiro do Norte de Portugal, S.A.R.L., Oliveira de Azeméis.

 

De acordo com o Catálogo de Artigos Diversos da empresa, datado de Setembro de 1969, esta peça é classificada como cachepot e insere-se na secção dos artigos de fantasia (género veneziano). Era produzida em dois tamanhos – com 10 e 13 cm. de altura, catalogados sob os números 862/10 e 862/13 e comercializados, na época, a 27$60 e 39$60.

 

A alusão ao género veneziano relaciona-se com o processo decorativo em espiral, que remete para outros efeitos técnicos mais elaborados, aqui apenas visualmente replicados como se fossem um trompe l'oeil no seu aspecto mais simples, relacionados quer com a aplicação de diferentes filigranas coloridas no vidro, quer com a aplicação dos retorcidos e multicoloridos elementos que constituem as complexas técnicas denominadas latticellozanfirico.

 

Embora esta peça surja catalogada como cachepot, apesar de a sua funcionalidade parecer mais adequada à de uma jarra, é óbvio que o seu formato deriva das peças de cerâmica e vidro que, a partir do século XVII, época em que se gerou a tulipomania nos Países Baixos, serviram para acomodar um bolbo na sua parte superior. Em língua inglesa, aliás, as jarras com bocais alargados, que rematam um colo muito mais estreito, denominam-se como bulb vases ou hyacinth vases, dado o seu uso generalizado para acomodar os bolbos de jacintos.

 

Este formato, ele próprio evocativo de um bolbo, apresentou diversas variantes a partir do último quartel do século XIX, quando os motivos e formatos vegetalistas estilizados se tornaram fulcrais para  a estética do movimento Art Nouveau.

 

Durante os séculos XIX e XX, seguindo a tradição pioneira da quatrocentista fábrica do Côvo,  existiram várias fábricas de vidro na região de Oliveira de Azeméis – a fábrica Bustelo, Abreu, Castro & C.ª, entre 1897 e 1930; a fábrica A Boémia, entre 1902 e 1926; a fábrica Castro, Costa & C.ª Lda., conhecida também como fábrica de vidros da Pereira, entre 1916 e 1920; a fábrica Progresso, Lda., mais conhecida no concelho como fábrica de vidros do Cereal, entre 1917 e 1926; a fábrica Nossa Senhora de La-Salette, entre 1921 e 1924; e a fábrica Sociedade Industrial Vidreira de Azeméis, Lda., SIVAL, popularmente conhecida como fábrica de botões de vidro, entre 1942 e 1953.

 

O Centro Vidreiro do Norte de Portugal surgiu em 1926, após a fusão de algumas destas fábricas. Aliás, o catálogo acima referido, na sua página de abertura, menciona sob a mesma administração uma fábrica de ferro – denominada O Vulcano, e duas fábricas de vidro – denominadas A La-Salette e A Boémia. A empresa acabou por encerrar em 1993.

 

 

 

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