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Vidros Portugueses & Companhia

Vidros Portugueses & Companhia

Jarra

Janeiro 20, 2024

blogdaruanove

 

 

Pequena jarra, com cerca de 13,8 cm. de altura, em vidro azul com decoração floral pintada a esmalte e complementos, incluindo filetagem, a dourado.

 

A tonalidade azul do vidro é semelhante à de diversos outros vidros europeus, como os de Bristol, em Inglaterra, ou os da Boémia, mas esta peça terá sido, muito provavelmente, produzida na Marinha Grande.

 

Esta pintura floral a esmalte insere-se numa prática técnica e estética largamente exercida na Nacional Fábrica de Vidros, integrada no grupo CIP desde 1926, e bem documentada para as décadas de 1930 e 1940.

 

A gramática estilizada destes motivos florais, contudo, aponta já para uma abordagem posterior à da Art Déco, tão comum naquele período, sendo mais característica do período pós-guerra, particularmente da década de 1950.

 

A partir de 1955, por aquisição da Vista Alegre, a IVIMA sucedeu à Nacional Fábrica de Vidros, cujas origens remontavam a 1896. Em 1970 passou a integrar a CIVE, Companhia Industrial Vidreira, e em 1972 a Crisal. Entrando numa fase de gestão controlada a partir de 1986, a IVIMA não chegou a atingir o cinquentenário, acabando por encerrar em 1999.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Novembro 03, 2023

blogdaruanove

 

 

Jarra em vidro leitoso opaco, habitualmente designado como vidro coalhado, com cerca de 27,8 cm. de altura, produzida pela Companhia Industrial Portuguesa, Marinha Grande.

 

A Companhia Industrial Portuguesa, cuja produção abrangia diversas áreas químicas e tecnológicas, explorava também minas e diversas instalações fabris e assumiu em 1926 a exploração e produção de vidro das fábricas da Companhia da Nacional e Nova Fábrica de Vidros, da Marinha Grande.

 

De acordo com um relatório datado de 31 de Março de 1976, publicado em 2 de Outubro no Diário da República, naquele ano a empresa não tinha tido qualquer actividade. Dois anos depois, a 9 de Junho de 1978, a empresa encontrava-se em liquidação, de acordo com anúncio publicado na edição de 21 de Junho do Diário da República.

 

Peça de grande simplicidade, originalmente constituída por duas partes – um corpo soprado livremente aplicado numa base lapidada, acaba por ter a sua elegância minimalista e monocromática, reminiscente do vidro leitoso romano e do posterior vetro lattimo veneziano que evocava o corpo da porcelana, complementada de forma questionável pela hiperbólica repetição de elementos florais aplicados por decalque, os quais surgem até na base da peça.

 

Curiosamente, embora apenas tenha exigido intervenção decorativa manual para aplicação dos dequalques, esta jarra encontra-se assinada na base com as iniciais A. M., que corresponderão a quem terá efectuado esta simples operação.

 

 

 

© Vidros & Companhia

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