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Vidros Portugueses & Companhia

Vidros Portugueses & Companhia

Jarra em Cristal

Março 06, 2025

blogdaruanove

 

 

Jarra em cristal doublé, apresentando uma camada interior ametista, com cerca de 20,8 cm. de altura.

 

 

 

Considerando a sua cor, uma das mais frequentes na produção destas fábricas, o seu formato e a característica doublé do seu cristal, é muito possível que esta peça tenha sido produzida na Crisal, de Alcobaça, ou, o que é mais provável, na FEIS, da Marinha Grande, durante as décadas de 1970 ou 1980.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Julho 01, 2024

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Jarra, com cerca de 16,5 cm. de altura, em vidro branco opalino e vidro rosa.

 

Embora o seu formato remeta para modelos de séculos anteriores, este solitário terá muito provavelmente sido produzido durante a década de 1960, ou início da década seguinte.

 

É bem possível que esta jarra seja originária da Marinha Grande, pois a Crisal produziu vidros opalinos, também com pintura revivalista a esmalte, durante aquele período.

 

Como já foi referido, o vidro opalino distingue-se do vidro branco coalhado (lattimo) devido à opacidade deste, uma vez que o vidro opalino é translúcido e, quando visto em contraluz, apresenta cintilações semelhantes às da opala.

 

 

 

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Bomboneira

Junho 18, 2024

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Bomboneira, com cerca de 30,2 cm. de altura, em vidro branco transparente, vidro ametista e vidro coalhado.

 

O corpo central desta peça e a tampa ostentam estas três camadas de vidro, como se pode ver no corte apresentado abaixo.

 

Este formato é claramente evocativo de algumas píxides ou cibórios tradicionais das celebrações católicas, apresentando ainda uma decoração em vidro transparente que remete para a tradição vidreira veneziana.

 

 

 

O Museu do Vidro, na Marinha Grande, ilustra na documentação da sua exposição permanente uma imagem onde se apresenta uma peça semelhante a esta, juntamente com cinco peças em vidro opalino pintado, com a seguinte legenda - "Vidros opalinos pintados, Crisal - Cristais de Alcobaça, SARL, Alcobaça, 1968/72."

 

No entanto, esta peça não apresenta qualquer secção em vidro opalino. O vidro opalino, embora tenha sido produzido, de facto, pela Crisal, é um vidro branco translúcido com cintilações semelhantes às da opala polida ou, numa rosada versão oitocentista francesa, às do papo de pomba (gorge de pigeon), mas o vidro branco que integra esta peça é coalhado (lattimo), sendo, portanto, de um branco opaco.

 

Conhecem-se variantes deste modelo português em tons de azul e verde água.

 

Existe ainda um formato semelhante, mas de linhas curvilíneas menos acentuadas no corpo e na tampa, que eventualmente terá servido de modelo a este e é conhecido em tons de rosa, atribuído à produção italiana de Empoli.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Janeiro 20, 2024

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Pequena jarra, com cerca de 13,8 cm. de altura, em vidro azul com decoração floral pintada a esmalte e complementos, incluindo filetagem, a dourado.

 

A tonalidade azul do vidro é semelhante à de diversos outros vidros europeus, como os de Bristol, em Inglaterra, ou os da Boémia, mas esta peça terá sido, muito provavelmente, produzida na Marinha Grande.

 

Esta pintura floral a esmalte insere-se numa prática técnica e estética largamente exercida na Nacional Fábrica de Vidros, integrada no grupo CIP desde 1926, e bem documentada para as décadas de 1930 e 1940.

 

A gramática estilizada destes motivos florais, contudo, aponta já para uma abordagem posterior à da Art Déco, tão comum naquele período, sendo mais característica do período pós-guerra, particularmente da década de 1950.

 

A partir de 1955, por aquisição da Vista Alegre, a IVIMA sucedeu à Nacional Fábrica de Vidros, cujas origens remontavam a 1896. Em 1970 passou a integrar a CIVE, Companhia Industrial Vidreira, e em 1972 a Crisal. Entrando numa fase de gestão controlada a partir de 1986, a IVIMA não chegou a atingir o cinquentenário, acabando por encerrar em 1999.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Outubro 28, 2023

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Jarra em cristal, com cerca de 22,4 cm. de altura.

 

A designer Carmo Valente (n. 1930), que começou a desenhar peças em vidro no final da década de 1950, terá concebido na primeira metade da década de 1970, para a Fábrica-Escola Irmãos Stephens (FEIS), na Marinha Grande, um modelo de jarra semelhante a este, cujo formato foi designado como Burma, produzido pela fábrica em vidro de diversas cores – âmbar, ametista e verde, e em três diferentes dimensões.

 

Embora as versões habitualmente divulgadas da referida jarra sejam, na sua maioria, em vidro fosco sem qualquer decoração, conhece-se, pelo menos, um exemplar em vidro fosco ametista decorado com motivos florais estilizados ao gosto árabe, em esmalte branco e complementos a ouro (https://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/406844.html).

 

Para além dos modelos em vidro fosco sem qualquer decoração, comercializados em maior quantidade, existe ainda, no Museu do Vidro, na Marinha Grande, um exemplar em vidro azul e verde, datado de 1957-1960, que permite fazer recuar a data de concepção deste formato por Carmo Valente.

 

Obviamente, se ignorarmos o remate do gargalo, este formato evoca as famosas berluzes comercializadas pela empresa francesa dos irmãos Daum na viragem do século XIX para o século XX, as quais, por sua vez, se inspiravam em formatos persas de séculos anteriores.

 

 

Um formato semelhante, mas com tampa, foi também concebido pelo designer norte-americano Wayne Husted (1927-2022) para a Blenko Glass Company, de West Virginia, EUA, empresa com a qual colaborou entre 1952 e 1963.

 

Apesar de esta jarra ser executada em cristal e não estar marcada, ao contrário do que acontece com a maioria das peças da Atlantis e da Crisal, de Alcobaça, e da Stephens, da Marinha Grande, é possível que tenha sido produzida numa destas fábricas.

 

A Crisal, fundada em 1944, estabeleceu em 1970 uma fábrica na Marinha Grande. Passando a integrar o conglomerado internacional Libbey Inc. em 2005, a Crisal faz hoje parte da Leerdam Crisal Glass, multinacional instituída em 2022, mantendo uma das suas unidades de produção em Portugal.

 

A marca Atlantis surgiu em 1972, na Crisal, desaparecendo em 2016. Hoje em dia, na sequência da aquisição que o grupo Visabeira realizou em 2009, as peças produzidas na fábrica, que entretanto se havia autonomizado da Crisal, ostentam a marca Vista Alegre.

 

A produção de cristal Stephens terminou em 1992, com o encerramento da FEIS.

 

 

 

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