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Vidros Portugueses & Companhia

Vidros Portugueses & Companhia

Jarra

Novembro 02, 2024

blogdaruanove

 

 

Jarra, com cerca de 16,5 cm. de altura, decorada com motivos florais estilizados a esmalte policromado e dourado.

 

Embora esta peça pareça ter sido produzida em vidro preto, a verdade é que estamos perante um vidro doublé, em que um castanho bastante escuro, interior, foi encamisado num vidro branco transparente.

 

 

 

 

Tal como uma outra jarra recentemente apresentada (https://vidrosecompanhia.blogs.sapo.pt/jarra-25866), esta também terá sido muito provavelmente produzida na Marinha Grande, entre as décadas de 1940 e 1960, décadas em que a decoração floral e vegetalista seguiu uma gramática estilizada mais leve face à totalidade da superfície a decorar.

 

Ao contrário daquela, as flores de corolas e pétalas simplificadas retomaram aqui uma estilização de tradição popular, muito próxima da que se aplicava quer em alguma decoração cerâmica, quer na decoração de tecidos bordados.

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Setembro 23, 2024

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Pequena jarra, com cerca de 14,8 cm. de altura, decorada a esmalte policromático nas flores e a dourado nas ramagens e filetagem.

 

A pintura manual, a esmalte, confere um acabamento elaborado e cuidado a esta peça e o dourado acrescenta-lhe um aspecto até algo sumptuoso. 

 

 

A verdade, contudo, é que o fundo azul não foi obtido através de vidro doublé, que requer uma técnica mais elaborada, mas sim através de pintura interior a aerógrafo, o que revela uma produção menos onerosa.

 

Esta jarra terá sido muito provavelmente produzida na Marinha Grande, entre as décadas de 1940 e 1960.

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Setembro 09, 2024

blogdaruanove

 

 

Jarra, com cerca de 20,8 cm. de altura, produzida na fábrica de André Delatte (1887-1953), em Nancy, provavelmente durante a década de 1920.

 

Delatte iniciou um estúdio de vidro, em Nancy, no ano de 1919, onde os seus operários procediam à decoração de peças originárias da empresa Frères Muller. Em 1921 construiu o seu primeiro forno, passando a empresa a ter a denominação Verreries de l'Est.

 

Famosa também pelas suas peças decoradas a esmalte e, particularmente, pelas suas jarras de influência persa, com base bulbosa e longo colo, denominadas berluzes pela Daum mas apelidadas de galinettes por Delatte, a empresa acabou por encerrar em 1933 e ser liquidada em 1938.

 

 

 

Modelos como este, com peças esculpidas a ácido e preenchimento dos sulcos a dourado, eram semelhantes a alguma da produção Daum realizada na mesma época.

 

O enorme sucesso das berluzes denominadas galinettes, a angariação de operários especializados oriundos da Daum e a semelhança de jarras como esta, terão sido as razões para a Daum ter interposto uma acção legal contra a Delatte, por eventual plágio do formato berluze, que parece não ter tido êxito.

 

 

 

O industrioso e versátil Delatte, que havia começado como comerciante de tapeçaria e banqueiro, para alcançar fama e sucesso na indústria vidreira, abandonou a região de Nancy em 1937, mudando-se para a Provence, onde passou a desenvolver acção como corrector de seguros, acabando por falecer, de ataque cardíaco, durante uma deslocação a Toulouse.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Setembro 03, 2024

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Jarra, com cerca de 25,1 cm. de altura, em vidro cor de mel, com gravações a jacto de areia e à roda, ostentando motivos florais estilizados ao gosto Art Déco.

 

 

 

Conhecem-se peças de igual formato com diferentes dimensões e diferentes motivos florais estilizados, bem como variantes de cor azul e verde.

 

Esta jarra foi indubitavelmente produzida na Marinha Grande.

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Julho 06, 2024

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Jarra, com cerca de 26,2 cm. de altura, em vidro doublé.

 

O vidro doublé, também conhecido como vidro encamisado, apresenta, tal como a designação francesa indica e se pode verificar na imagem de corte, duas camadas de vidro de diferentes cores sobrepostas, neste caso uma camada de vidro branco transparente e outra de vidro branco coalhado (lattimo).

 

A decoração desta peça apresenta um recurso decorativo menos comum que a estampagem por decalque, que é a impressão serigráfica. Como se pode verificar, as várias pétalas, e as duas cores, estão separadas entre si, o que traduz a utilização de uma chapa recortada para reproduzir o rosa e outra para o verde. Na reprodução, os espaços em branco visíveis no vidro correspondem à delineação que permaneceu na chapa, os espaços coloridos ao seu vazado.

 

É possível que esta jarra tenha sido produzida, durante as décadas de 1970 ou 1980, na Marinha Grande.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Novembro 03, 2023

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Jarra em vidro leitoso opaco, habitualmente designado como vidro coalhado, com cerca de 27,8 cm. de altura, produzida pela Companhia Industrial Portuguesa, Marinha Grande.

 

A Companhia Industrial Portuguesa, cuja produção abrangia diversas áreas químicas e tecnológicas, explorava também minas e diversas instalações fabris e assumiu em 1926 a exploração e produção de vidro das fábricas da Companhia da Nacional e Nova Fábrica de Vidros, da Marinha Grande.

 

De acordo com um relatório datado de 31 de Março de 1976, publicado em 2 de Outubro no Diário da República, naquele ano a empresa não tinha tido qualquer actividade. Dois anos depois, a 9 de Junho de 1978, a empresa encontrava-se em liquidação, de acordo com anúncio publicado na edição de 21 de Junho do Diário da República.

 

Peça de grande simplicidade, originalmente constituída por duas partes – um corpo soprado livremente aplicado numa base lapidada, acaba por ter a sua elegância minimalista e monocromática, reminiscente do vidro leitoso romano e do posterior vetro lattimo veneziano que evocava o corpo da porcelana, complementada de forma questionável pela hiperbólica repetição de elementos florais aplicados por decalque, os quais surgem até na base da peça.

 

Curiosamente, embora apenas tenha exigido intervenção decorativa manual para aplicação dos dequalques, esta jarra encontra-se assinada na base com as iniciais A. M., que corresponderão a quem terá efectuado esta simples operação.

 

 

 

© Vidros & Companhia

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