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Vidros Portugueses & Companhia

Vidros Portugueses & Companhia

Jarra

Novembro 02, 2024

blogdaruanove

 

 

Jarra, com cerca de 16,5 cm. de altura, decorada com motivos florais estilizados a esmalte policromado e dourado.

 

Embora esta peça pareça ter sido produzida em vidro preto, a verdade é que estamos perante um vidro doublé, em que um castanho bastante escuro, interior, foi encamisado num vidro branco transparente.

 

 

 

 

Tal como uma outra jarra recentemente apresentada (https://vidrosecompanhia.blogs.sapo.pt/jarra-25866), esta também terá sido muito provavelmente produzida na Marinha Grande, entre as décadas de 1940 e 1960, décadas em que a decoração floral e vegetalista seguiu uma gramática estilizada mais leve face à totalidade da superfície a decorar.

 

Ao contrário daquela, as flores de corolas e pétalas simplificadas retomaram aqui uma estilização de tradição popular, muito próxima da que se aplicava quer em alguma decoração cerâmica, quer na decoração de tecidos bordados.

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Setembro 23, 2024

blogdaruanove

 

 

Pequena jarra, com cerca de 14,8 cm. de altura, decorada a esmalte policromático nas flores e a dourado nas ramagens e filetagem.

 

A pintura manual, a esmalte, confere um acabamento elaborado e cuidado a esta peça e o dourado acrescenta-lhe um aspecto até algo sumptuoso. 

 

 

A verdade, contudo, é que o fundo azul não foi obtido através de vidro doublé, que requer uma técnica mais elaborada, mas sim através de pintura interior a aerógrafo, o que revela uma produção menos onerosa.

 

Esta jarra terá sido muito provavelmente produzida na Marinha Grande, entre as décadas de 1940 e 1960.

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Abril 04, 2024

blogdaruanove

 

 

Jarra, com cerca de 18,6 cm. de altura, ostentando decoração floral pintada à mão e complementos a dourado, no exterior, e escorrido bicromático, azul e branco, no interior, entre duas camadas de vidro transparente.

 

Esta técnica encontra-se documentada na produção vidreira da Marinha Grande da década de 1930, sendo, no segundo quartel do século XX, também uma produção comum à da fábrica francesa de Clichy.

 

 

 

Esta técnica, reminiscente da mais refinada zwischengoldglas (literalmente, ouro entre duas camadas de vidro) setecentista, surge com mais frequência, na produção da Marinha Grande, em tons interiores de verde e branco, que também é a combinação mais vulgar na produção de Clichy.

 

Tal como se verifica nas peças de Clichy, existem vários formatos de jarras da Marinha Grande que combinam esta técnica decorativa com um, dois ou mais anéis exteriores moldados em relevo, formatos esses que são bem característicos da produção Art Déco.

 

Este estilo afirma-se aqui, essencialmente, através da exuberância cromática e da gramática floral, reminiscente daquela que a inglesa Clarice Cliff (1899-1972) aplicou na sua cerâmica e que, em Portugal, ecoa também em alguns dos motivos florais da Fábrica de Loiça de Sacavém.

 

 

 

© Vidros & Companhia

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