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Vidros Portugueses & Companhia

Vidros Portugueses & Companhia

Jarra em Cristal

Março 06, 2025

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Jarra em cristal doublé, apresentando uma camada interior ametista, com cerca de 20,8 cm. de altura.

 

 

 

Considerando a sua cor, uma das mais frequentes na produção destas fábricas, o seu formato e a característica doublé do seu cristal, é muito possível que esta peça tenha sido produzida na Crisal, de Alcobaça, ou, o que é mais provável, na FEIS, da Marinha Grande, durante as décadas de 1970 ou 1980.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra com pé

Janeiro 23, 2025

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Jarra com pé, medindo cerca de 23, 4 cm. de altura, em cristal da Atlantis, Alcobaça.

 

Esta jarra lapidada apresenta uma gravura a ácido com a inscrição, evocativa do bicentenário do seu falecimento, "Marquez de Pombal / 1782-1982 / II Centenário". Na base apresenta ainda, gravadas manualmente a estilete, a inscrição "RG" e a numeração "23/35", o que indica ser esta uma edição limitada a 35 exemplares.

 

Na mesma ocasião, a fábrica Stephens, da Marinha Grande, produziu também peças em cristal alusivas a este centenário, copos de pé com cerca de 21,5 cm. de altura, exaustivamente lapidados, gravados à roda, com detalhes decorativos semelhantes às da peça evocativa do 25 de Abril de 1974 já aqui reproduzida (https://vidrosecompanhia.blogs.sapo.pt/calice-15749), e com uma gravura a ácido, diferente desta, apresentando a inscrição "1782 . 1982 / Marquez de Pombal . II Centenário".

 

 

 

O Marquês de Pombal (Sebastião José de Carvalho e Melo, conde de Oeiras, marquês de Pombal, 1699-1782) teve papel preponderante na reimplementação e consolidação da fábrica de vidro da Marinha Grande, que anteriormente pertencera a John Beare (datas desconhecidas) e a partir de 1769 passou a pertencer aos irmãos Stephens, Guilherme (William, 1731-1803) e João Diogo (John James, 1748-1826), não apenas no seguimento da malograda experiência de Beare na Marinha Grande mas também da que anteriormente decorrera na Real Fábrica de Coina.

 

Esta gravura do Marquês de Pombal, com a mesma legenda, conhece-se, ainda, em pequenas campainhas de mesa fabricadas também pela Atlantis. 

 

A memória do Marquês de Pombal, e a sua importância para a indústria vidreira da Marinha Grande, encontra-se ainda documentada, tal como já foi anteriormente referido (https://vidrosecompanhia.blogs.sapo.pt/pote-com-tampa-3600) na criação, ocorrida durante a I República, da fábrica homónima, que utilizou um logótipo com a efígie do marquês.

 

(As alterações de contorno, visíveis na base desta peça, devem-se apenas à edição e recorte automático da imagem, encontrando-se a peça integralmente preservada.)

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Setembro 03, 2024

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Jarra, com cerca de 25,1 cm. de altura, em vidro cor de mel, com gravações a jacto de areia e à roda, ostentando motivos florais estilizados ao gosto Art Déco.

 

 

 

Conhecem-se peças de igual formato com diferentes dimensões e diferentes motivos florais estilizados, bem como variantes de cor azul e verde.

 

Esta jarra foi indubitavelmente produzida na Marinha Grande.

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Janeiro 27, 2024

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Jarra, com cerca de 23,5 cm. de altura, em vidro doublé moldado.

 

Este formato da Fábrica-Escola Irmãos Stephens, designado como Adágio e datável do início da década de 1970, foi comercializado em duas dimensões diferentes, com 20,5 cm. e 23,5 cm. de altura, conhecendo-se exemplares em azul, verde água, vermelho e vermelho-alaranjado.

 

Existem formatos escandinavos similares, atribuídos à fábrica sueca Ryd Glasbruk, empresa que exportaria peças destas para países francófonos com a etiqueta "opaline suedoise", nas variantes cromáticas ametista, azul celeste, azul cobalto, laranja e verde.

 

Fundada em 1918, a Ryd comercializou, nas décadas de 1960 e 1970, diversos formatos semelhantes aos produzidos noutras fábricas escandinavas, como a sueca Alsterfors (1886-1980) e a dinamarquesa Holmegaard (Holmegaard glass, vases, wine glasses - Official website (rosendahl.com)), tendo encerrado em 1985.

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Dezembro 29, 2023

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Jarra, com cerca de 21 cm. de altura, da Fábrica-Escola Irmãos Stephens, Marinha Grande.

 

Este formato surge referenciado nos painéis documentais do Museu do Vidro da Marinha Grande com a denominação Aveiro. Juntamente com os formatos Adágio e Bari, assume-se como um dos ícones da modernidade formal materializada nas jarras comercializadas pela FEIS durante a primeira metade da década de 1970.

 

Produzidas em vidro moldado, estas jarras apresentam aquilo que na Marinha Grande sempre se designou através do galicismo vidro doublé, isto é, são constituídas por duas, ou mais, camadas de vidro, sendo que uma delas, neste caso a exterior, é de vidro transparente e a outra de vidro colorido.

 

 

 

© Vidros & Companhia

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