Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vidros Portugueses & Companhia

Vidros Portugueses & Companhia

Caixa

Outubro 24, 2025

blogdaruanove

 

 

Caixa em vidro fosco e irisado, com cerca de 9,5 cm. x 11 cm. de diâmetro, provavelmente produzida na Marinha Grande.

 

 

 

Embora as duas partes do corpo da caixa caixa sejam sido moldadas, o puxador foi lapidado, representando um oneroso trabalho suplementar.

 

Esta caixa sofreu um processo de foscagem através de ácido, aplicado depois da irisação química (flashing). Os motivos decorativos irisados foram tapados durante o tratamento a ácido, para que a pretendida superfície decorada permanecesse intacta.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Abril 10, 2024

blogdaruanove

 

Pequena jarra, com cerca de 18,4 cm. de altura, decorada a esmalte policromado com motivos florais e vegetais estilizados e complementos a ouro.

 

Embora algumas fábricas da Alemanha, Áustria e Boémia tenham produzido vidro nesta tonalidade, e apresentem superfícies iridiscentes semelhantes, causadas por um tratamento químico (flashing) na superfície das peças, este formato e a numeração indicativa do motivo decorativo correspondem à produção da consagrada empresa inglesa Thomas Webb & Sons.

 

 

 

Fundada em 1837, a fábrica tornou-se famosa pelas sumptuosas criações em camafeu, com duas, ou três, camadas de vidro sobrepostas – apresentando habitualmente uma cor translúcida no interior e branco opaco no exterior, sendo esta última minuciosamente esculpida.

 

No último quartel do século XIX, contudo, a Thomas Webb também produziu vidro com as características que aqui se ilustram, denominado Bronze Glass, sendo talvez uma das primeiras fábricas oitocentistas a tentar replicar a iridiscência desenvolvida nos antigos vidros descobertos em escavações arqueológicas.

 

Uma pequena jarra de Bronze Glass, com cerca de 6,4 cm. de altura e 9 cm. de largura, ostentando decoração esmaltada e finos complementos a ouro, semelhantes aos que aqui se apresentam, integra o acervo do Victoria and Albert Museum, em Londres, podendo ser vista aqui: https://collections.vam.ac.uk/item/O2248/bronze-vase-thomas-webb/.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Fevereiro 17, 2024

blogdaruanove

 

 

Jarra moldada, com cerca de 21,3 cm. de altura, em vidro branco transparente com revestimento químico irisado.

 

A técnica de revestir o vidro com uma substância química que produz efeitos irisados de diferentes cores, conhecida em inglês como flashing, tornou-se muito popular na segunda metade do século XIX e assumiu particular importância em vidros da Alemanha, Áustria e Boémia, tornando-se até uma imagem de marca, na sua versão mais elaborada, com múltiplas camadas para diferentes tons e efeitos sobrepostos, de alguma produção da conceituada empresa Loetz.

 

Nos Estados Unidos, depois das notáveis peças criadas nas empresas Tiffany e Steuben, versões mais industrializadas, vulgares e menos dispendiosas, desta técnica, aplicadas em vidro prensado e moldado, conhecido como depression glass, nome derivado da depressão resultante do crash bolsista de 1929, tiveram um período alto na década de 1930. 

 

Em Portugal, o vidro com este revestimento químico de uma simples camada, popularmente conhecido como casca de cebola devido ao seu tom alaranjado, teve o seu perído áureo nas décadas de 1930 e 1940, conhecendo-se também peças com revestimento irisado azul.

 

As peças portuguesas com este revestimento irisado, obviamente um tratamento menos dispendioso e tecnicamente menos exigente do que o do vidro doublé, tanto surgem no seu aspecto mais simples, como este, como surgem decoradas a esmalte policromado, gravadas a jacto de areia, lapidadas, ou combinando mais do que uma destas técnicas.

 

O formato desta jarra, em particular, não deixa de evocar as lanternas orientais ou os balões dos santos populares, das festas juninas de Santo António, São João e São Pedro, mas não deixa, também, de remeter para o Futurismo e de sugerir algumas formas mecânicas associáveis à denominada Machine Age.

 

A gramática formal desta peça coincide com muito do vidro moldado da Marinha Grande, resultando muito provavelmente da produção de uma das unidades fabris desta localidade

 

 

 

© Vidros & Companhia

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2025
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D