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Vidros Portugueses & Companhia

Vidros Portugueses & Companhia

Jarra Iceberg

Julho 28, 2024

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Jarra moldada, com cerca de 25,7 cm. de altura e 9,4 cm. de diâmetro, apresentando vidro de três cores - ametista, branco transparente e branco leitoso.

 

Produzida pela Fábrica-Escola Irmãos Stephens a partir de meados da década de 1970, corresponde ao modelo designado como Iceberg, sendo o seu formato claramente inspirado pela estética escandinava do pós-guerra e pelo design de Tapio Wirkkala (1915-1985), em particular.

 

 

 

Para além da variante que combina os dois vidros brancos referidos com a cor verde, existente no Museu do Vidro, na Marinha Grande, conhecem-se ainda variantes combinando vidro castanho ou vidro vermelho com o vidro branco transparente e o vidro branco leitoso.

 

Conhece-se também uma variante que apresenta apenas vidro branco transparente.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Abril 29, 2024

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Pequena jarra dos Établissements Gallé, com cerca de 7,8 cm. de altura, ostentando assinatura correspondente a uma variante da marca Provost MkI, aplicada até 1904.

 

Este exemplar apresenta decoração à roda efectuada na camada laranja do vidro, decorrendo o seu acabamento acetinado ao tacto do facto de a peça ter sido submetida a um polimento a fogo depois desta intervenção.

 

 

 

A armação ostenta punção de prata portuguesa de 2.º toque (833 milésimas), na variante da marca octogonal aplicada no Porto e correspondente ao período de 1887 a 1937.

 

Embora o formato desta jarra Gallé seja bem conhecido e existam exemplares semelhantes em número considerável, não há registo de outro exemplar com igual decoração complementar em prata.

 

 

 

As bagas são um motivo recorrente durante o período Art Nouveau, sendo comuns tanto na produção de outras empresas vidreiras europeias como na produção de diferentes empresas cerâmicas.

 

 

 

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Jarra

Abril 22, 2024

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Jarra moldada, com cerca de 15,6 cm. de altura, ostentando decoração minimalista com filetagem a azul e dourado, no exterior, e escorrido branco no interior, entre duas camadas de vidro transparente.

 

 

 

Como já foi referido, as jarras com estas protuberâncias, repetidas e concêntricas, são características da produção vidreira Art Déco da Marinha Grande, remetendo quer para as lanternas orientais e as lanternas dos Santos Populares, celebrados em Junho, quer para alguma gramática iconográfica associada à Machine Age.

 

 

 

A pequena jarra apresentada acima, com cerca de 8,8 cm. de altura, ostenta punção de prata portuguesa de 2.º toque (833 milésimas), na variante da marca octogonal aplicada no Porto e correspondente ao período de 1938 a 1984, e ilustra a tendência fomal das protuberâncias circulares aplicadas em várias peças decorativas e funcionais do período Art Déco.

 

 

 

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Jarra

Abril 04, 2024

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Jarra, com cerca de 18,6 cm. de altura, ostentando decoração floral pintada à mão e complementos a dourado, no exterior, e escorrido bicromático, azul e branco, no interior, entre duas camadas de vidro transparente.

 

Esta técnica encontra-se documentada na produção vidreira da Marinha Grande da década de 1930, sendo, no segundo quartel do século XX, também uma produção comum à da fábrica francesa de Clichy.

 

 

 

Esta técnica, reminiscente da mais refinada zwischengoldglas (literalmente, ouro entre duas camadas de vidro) setecentista, surge com mais frequência, na produção da Marinha Grande, em tons interiores de verde e branco, que também é a combinação mais vulgar na produção de Clichy.

 

Tal como se verifica nas peças de Clichy, existem vários formatos de jarras da Marinha Grande que combinam esta técnica decorativa com um, dois ou mais anéis exteriores moldados em relevo, formatos esses que são bem característicos da produção Art Déco.

 

Este estilo afirma-se aqui, essencialmente, através da exuberância cromática e da gramática floral, reminiscente daquela que a inglesa Clarice Cliff (1899-1972) aplicou na sua cerâmica e que, em Portugal, ecoa também em alguns dos motivos florais da Fábrica de Loiça de Sacavém.

 

 

 

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Solitário

Março 17, 2024

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Solitário, em vidro doublé, com cerca de 20,7 cm. de altura.

 

Esta combinação de vidro doublé, com uma camada âmbar e outra branca coalhada no interior do corpo da jarra, assentando num pé monocromático, é comum na produção da Marinha Grande, sendo o formato também semelhante aos que se produziram na região durante as décadas de 1970 e 1980.

 

 

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Jarra

Março 09, 2024

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Jarra, com cerca de 31 cm. de altura, em cristal da fábrica Atlantis, Alcobaça, apresentando decoração floral pintada à mão.

 

Estas peças, com decoração de influência oriental, ecoam tendências temáticas semelhantes ilustradas, durante as décadas de 1980 e 1990, na decoração em porcelana da Vista Alegre, empresa ligada à IVIMA desde 1955 e à Crisal, que lançou a marca Atlantis, desde 1972.

 

Com um corpo cristalino, tornado translúcido pelo tratamento com jacto de areia, estas peças ostentam sempre o nome dos/as decoradores/as e a data dessa intervenção, neste caso "Alice / 11-1-89", nos mais diversos formatos conhecidos, como copos, jarras ou taças.

 

O Museu do Vidro da Marinha Grande integra, no seu acervo, um cálice, ou copo de pé, com decoração semelhante.

 

Como já foi referido em artigo anterior, a marca Atlantis foi aplicada entre 1972 e 2016.

 

 

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Jarra

Fevereiro 17, 2024

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Jarra moldada, com cerca de 21,3 cm. de altura, em vidro branco transparente com revestimento químico irisado.

 

A técnica de revestir o vidro com uma substância química que produz efeitos irisados de diferentes cores, conhecida em inglês como flashing, tornou-se muito popular na segunda metade do século XIX e assumiu particular importância em vidros da Alemanha, Áustria e Boémia, tornando-se até uma imagem de marca, na sua versão mais elaborada, com múltiplas camadas para diferentes tons e efeitos sobrepostos, de alguma produção da conceituada empresa Loetz.

 

Nos Estados Unidos, depois das notáveis peças criadas nas empresas Tiffany e Steuben, versões mais industrializadas, vulgares e menos dispendiosas, desta técnica, aplicadas em vidro prensado e moldado, conhecido como depression glass, nome derivado da depressão resultante do crash bolsista de 1929, tiveram um período alto na década de 1930. 

 

Em Portugal, o vidro com este revestimento químico de uma simples camada, popularmente conhecido como casca de cebola devido ao seu tom alaranjado, teve o seu perído áureo nas décadas de 1930 e 1940, conhecendo-se também peças com revestimento irisado azul.

 

As peças portuguesas com este revestimento irisado, obviamente um tratamento menos dispendioso e tecnicamente menos exigente do que o do vidro doublé, tanto surgem no seu aspecto mais simples, como este, como surgem decoradas a esmalte policromado, gravadas a jacto de areia, lapidadas, ou combinando mais do que uma destas técnicas.

 

O formato desta jarra, em particular, não deixa de evocar as lanternas orientais ou os balões dos santos populares, das festas juninas de Santo António, São João e São Pedro, mas não deixa, também, de remeter para o Futurismo e de sugerir algumas formas mecânicas associáveis à denominada Machine Age.

 

A gramática formal desta peça coincide com muito do vidro moldado da Marinha Grande, resultando muito provavelmente da produção de uma das unidades fabris desta localidade

 

 

 

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Jarra

Fevereiro 02, 2024

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Jarra moldada em vidro de três camadas, com cerca de 21,5 cm. de altura, concebida por Pierre d'Avesn (Pierre Girre, 1901-1990), famoso designer que colaborou com as conceituadas empresas Lalique, onde criou algumas das mais famosas peças não assinadas por René Lalique (1860-1945), Daum, Verlys e Sèvres/Choisy-le-Roy.

 

As decorações florais em estilo Art Déco, como esta, contribuíram grandemente para a consagração de Pierre d'Avesn, embora este seja um artista que também produziu peças representando animais e criou composições mais abstracizantes e geométricas. 

 

 

 

Na maior parte dos casos, Pierre d'Avesn colaborou com estas empresas sem ter direito a assumir publicamente a autoria das suas criações, mas durante a segunda metade da década de 1920 trabalhou por conta própria e, a partir de então, muitas das peças passaram a ostentar o seu nome.

 

Conhecem-se outros exemplares, com este design e também com três camadas, em vidro cor de âmbar e em vidro branco translúcido e fosco.

 

 

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Jarra

Janeiro 27, 2024

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Jarra, com cerca de 23,5 cm. de altura, em vidro doublé moldado.

 

Este formato da Fábrica-Escola Irmãos Stephens, designado como Adágio e datável do início da década de 1970, foi comercializado em duas dimensões diferentes, com 20,5 cm. e 23,5 cm. de altura, conhecendo-se exemplares em azul, verde água, vermelho e vermelho-alaranjado.

 

Existem formatos escandinavos similares, atribuídos à fábrica sueca Ryd Glasbruk, empresa que exportaria peças destas para países francófonos com a etiqueta "opaline suedoise", nas variantes cromáticas ametista, azul celeste, azul cobalto, laranja e verde.

 

Fundada em 1918, a Ryd comercializou, nas décadas de 1960 e 1970, diversos formatos semelhantes aos produzidos noutras fábricas escandinavas, como a sueca Alsterfors (1886-1980) e a dinamarquesa Holmegaard (Holmegaard glass, vases, wine glasses - Official website (rosendahl.com)), tendo encerrado em 1985.

 

 

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Jarra

Janeiro 20, 2024

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Pequena jarra, com cerca de 13,8 cm. de altura, em vidro azul com decoração floral pintada a esmalte e complementos, incluindo filetagem, a dourado.

 

A tonalidade azul do vidro é semelhante à de diversos outros vidros europeus, como os de Bristol, em Inglaterra, ou os da Boémia, mas esta peça terá sido, muito provavelmente, produzida na Marinha Grande.

 

Esta pintura floral a esmalte insere-se numa prática técnica e estética largamente exercida na Nacional Fábrica de Vidros, integrada no grupo CIP desde 1926, e bem documentada para as décadas de 1930 e 1940.

 

A gramática estilizada destes motivos florais, contudo, aponta já para uma abordagem posterior à da Art Déco, tão comum naquele período, sendo mais característica do período pós-guerra, particularmente da década de 1950.

 

A partir de 1955, por aquisição da Vista Alegre, a IVIMA sucedeu à Nacional Fábrica de Vidros, cujas origens remontavam a 1896. Em 1970 passou a integrar a CIVE, Companhia Industrial Vidreira, e em 1972 a Crisal. Entrando numa fase de gestão controlada a partir de 1986, a IVIMA não chegou a atingir o cinquentenário, acabando por encerrar em 1999.

 

 

 

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