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Vidros Portugueses & Companhia

Vidros Portugueses & Companhia

Jarra

Fevereiro 02, 2024

blogdaruanove

 

 

Jarra moldada em vidro de três camadas, com cerca de 21,5 cm. de altura, concebida por Pierre d'Avesn (Pierre Girre, 1901-1990), famoso designer que colaborou com as conceituadas empresas Lalique, onde criou algumas das mais famosas peças não assinadas por René Lalique (1860-1945), Daum, Verlys e Sèvres/Choisy-le-Roy.

 

As decorações florais em estilo Art Déco, como esta, contribuíram grandemente para a consagração de Pierre d'Avesn, embora este seja um artista que também produziu peças representando animais e criou composições mais abstracizantes e geométricas. 

 

 

 

Na maior parte dos casos, Pierre d'Avesn colaborou com estas empresas sem ter direito a assumir publicamente a autoria das suas criações, mas durante a segunda metade da década de 1920 trabalhou por conta própria e, a partir de então, muitas das peças passaram a ostentar o seu nome.

 

Conhecem-se outros exemplares, com este design e também com três camadas, em vidro cor de âmbar e em vidro branco translúcido e fosco.

 

 

© Vidros & Companhia

Garnizé

Novembro 20, 2023

blogdaruanove

 

 

Pequeno pisa-papéis, com cerca de 9,5 cm. de altura, representando um garnizé, ou galo anão.

 

Esta figura, originalmente com cerca de 21 cm. de altura e denominada Coq Nain, foi concebida em 1928 pelo célebre joalheiro e designer de vidro René Lalique (1860-1945), como complemento para as tampas de radiador dos veículos automóveis.

 

Produzida pela empresa pelo menos até à década de 1950, em diversas cores translúcidas – ametista, azul ultramarino, branco, esta escultura foi entretanto copiada por outras fábricas europeias que a produziram como pisa-papéis de menores dimensões, havendo notícia de um exemplar verde malaquite opaco, com medidas semelhantes às do exemplar aqui apresentado, produzido pela conceituada fábrica checoslovaca Moser.

 

A firma Lalique produziu também pequenas esculturas de dimensões semelhantes, variando entre cerca de 6 e 11,5 cm. de altura, com uma base circular seccionada para permitir a inserção de cartões e o seu uso como identificadores de mesa ou porta-menus, reproduzindo diferentes aves e peixes.

 

Esta peça azul não se encontra assinada, mas provavelmente terá sido fabricada na Marinha Grande, pois conhecem-se outros pisa-papéis semelhantes, representando animais – um bulldog e uma lebre, similar à desenhada também por Lalique, mas com base hexagonal, atribuídos à sua produção.

 

Se bem que com outros motivos, os pisa-papéis representam uma tradição vidreira portuguesa que remontará pelo menos ao século XIX, tradição posteriormente ilustrada por, entre muitas outras peças, um pisa-papéis alusivo à figura da República, executado provavelmente já na década de 1930, e depois documentada, já dentro da gramática Art Déco, por um elefante estilizado alusivo à Exposição Colonial Portuguesa, realizada no Porto, em 1934, e por um outro exemplar, representando uma nau, que terá sido concebido para a Exposição do Mundo Português, realizada em Lisboa no ano de 1940.

 

 

 

© Vidros & Companhia

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