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Vidros Portugueses & Companhia

Vidros Portugueses & Companhia

Peixe

Maio 15, 2024

blogdaruanove

 

 

Figura estilizada de peixe, com cerca de 7,5 cm. de altura e 24,8 cm. de comprimento.

 

A exemplo da figura de rã anteriormente apresentada, esta peça, que tem a referência 1440, foi criada por Věra Lišková (1924-1985) para a fábrica Moser (https://www.moser.com/en/about-moser), na então denominada Checoslováquia, tendo sido exibida com grande sucesso na exposição mundial de Bruxelas, em 1958.

 

Tal como já foi referido (https://vidrosecompanhia.blogs.sapo.pt/ra-8324), uma característica técnica que marca esta figura, peça que hoje em dia é uma das raridades das figuras animais produzidas na Moser durante a segunda metade do século XX, reside no facto de ter sido realizada em vidro com óxido de neodímio, o que faz com que este varie de cor (neste caso, azul, turquesa, lilás) em função do tipo de luz e da incidência desta.

 

O Museu de Artes Decorativas, em Praga, República Checa, ostenta no seu acervo uma peça similar a esta.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Janeiro 13, 2024

blogdaruanove

 

 

Figura estilizada de rã, com cerca de 10,5 cm. de altura e 14 cm. de comprimento.

 

Embora não apresente qualquer marca, esta peça foi criada por Věra Lišková (1924-1985) para a fábrica Moser (https://www.moser.com/en/about-moser), na então denominada Checoslováquia, surgindo na sequência de um anterior peixe estilizado da mesma artista, que havia sido exibido com êxito na exposição mundial de Bruxelas, em 1958.

 

Esta figura, contudo, apenas foi criada em 1959, sob a referência 1516, vindo a ser exibida internacionalmente, pela primeira vez, em 1960, na trienal de Milão, em conjunto com o referido peixe, que tem a referência 1440. Mais do que duas peças paradigmáticas do excelente design checoslovaco, na linha da melhor tradição boémia da arte vidreira, estas figuras estilizadas são ícones incontornáveis do design modernista europeu do pós-guerra.

 

Uma característica técnica que marca esta figura, peça que hoje em dia é uma das raridades das figuras animais produzidas na Moser durante a segunda metade do século XX, reside no facto de ter sido realizada em vidro com óxido de neodímio, o que faz com que este varie de cor (neste caso, azul, turquesa, lilás) em função do tipo de luz e da incidência desta.

 

O Museu de Artes Decorativas, em Praga, República Checa, e o Corning Museum of Glass, nos EUA, ostentam peças similares no seu acervo.

 

© Vidros & Companhia

Garnizé

Novembro 20, 2023

blogdaruanove

 

 

Pequeno pisa-papéis, com cerca de 9,5 cm. de altura, representando um garnizé, ou galo anão.

 

Esta figura, originalmente com cerca de 21 cm. de altura e denominada Coq Nain, foi concebida em 1928 pelo célebre joalheiro e designer de vidro René Lalique (1860-1945), como complemento para as tampas de radiador dos veículos automóveis.

 

Produzida pela empresa pelo menos até à década de 1950, em diversas cores translúcidas – ametista, azul ultramarino, branco, esta escultura foi entretanto copiada por outras fábricas europeias que a produziram como pisa-papéis de menores dimensões, havendo notícia de um exemplar verde malaquite opaco, com medidas semelhantes às do exemplar aqui apresentado, produzido pela conceituada fábrica checoslovaca Moser.

 

A firma Lalique produziu também pequenas esculturas de dimensões semelhantes, variando entre cerca de 6 e 11,5 cm. de altura, com uma base circular seccionada para permitir a inserção de cartões e o seu uso como identificadores de mesa ou porta-menus, reproduzindo diferentes aves e peixes.

 

Esta peça azul não se encontra assinada, mas provavelmente terá sido fabricada na Marinha Grande, pois conhecem-se outros pisa-papéis semelhantes, representando animais – um bulldog e uma lebre, similar à desenhada também por Lalique, mas com base hexagonal, atribuídos à sua produção.

 

Se bem que com outros motivos, os pisa-papéis representam uma tradição vidreira portuguesa que remontará pelo menos ao século XIX, tradição posteriormente ilustrada por, entre muitas outras peças, um pisa-papéis alusivo à figura da República, executado provavelmente já na década de 1930, e depois documentada, já dentro da gramática Art Déco, por um elefante estilizado alusivo à Exposição Colonial Portuguesa, realizada no Porto, em 1934, e por um outro exemplar, representando uma nau, que terá sido concebido para a Exposição do Mundo Português, realizada em Lisboa no ano de 1940.

 

 

 

© Vidros & Companhia

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