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Vidros Portugueses & Companhia

Vidros Portugueses & Companhia

Jarra

Junho 17, 2025

blogdaruanove

 

 

Pequena jarra em vidro ametista escuro, com cerca de 10 cm. de altura e 9,5 cm. de diâmetro máximo, decorada com esmalte policromado e complementos a ouro.

 

 

 

Este vidro ametista, escuro mas translúcido, que parece vidro preto opaco, decorado com motivos florais estilizados e complementos a ouro, é muito característico da produção portuguesa das décadas de 1940 e 1950, particularmente na região da Marinha Grande.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Abril 04, 2024

blogdaruanove

 

 

Jarra, com cerca de 18,6 cm. de altura, ostentando decoração floral pintada à mão e complementos a dourado, no exterior, e escorrido bicromático, azul e branco, no interior, entre duas camadas de vidro transparente.

 

Esta técnica encontra-se documentada na produção vidreira da Marinha Grande da década de 1930, sendo, no segundo quartel do século XX, também uma produção comum à da fábrica francesa de Clichy.

 

 

 

Esta técnica, reminiscente da mais refinada zwischengoldglas (literalmente, ouro entre duas camadas de vidro) setecentista, surge com mais frequência, na produção da Marinha Grande, em tons interiores de verde e branco, que também é a combinação mais vulgar na produção de Clichy.

 

Tal como se verifica nas peças de Clichy, existem vários formatos de jarras da Marinha Grande que combinam esta técnica decorativa com um, dois ou mais anéis exteriores moldados em relevo, formatos esses que são bem característicos da produção Art Déco.

 

Este estilo afirma-se aqui, essencialmente, através da exuberância cromática e da gramática floral, reminiscente daquela que a inglesa Clarice Cliff (1899-1972) aplicou na sua cerâmica e que, em Portugal, ecoa também em alguns dos motivos florais da Fábrica de Loiça de Sacavém.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Pote com tampa

Janeiro 06, 2024

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Pote com tampa, medindo cerca de 24,5 cm. de altura, em vidro castanho com decoração a esmalte policromado e complementos a dourado.

 

Apresentando decoração floral estilizada ao gosto Art Déco, este pote ilustra a rara e escassamente conhecida produção da fábrica Marquês de Pombal, na Marinha Grande, documentando ainda o seu logótipo.

 

Esta fábrica foi estabelecida durante a I República, em 1914, embora apenas tenha começado a laborar em 1917, e contou com a inusitada participação do poeta Afonso Lopes Vieira (1878-1946) enquanto seu co-fundador e sócio, conjuntamente com António José de Magalhães Júnior. Neste período a direcção esteve a cargo de João Magalhães Júnior, sobrinho do anterior. Posteriormente passou a integrar a Crisal e a Vicris.

 

Um dos nomes maiores dos artistas, artesãos e técnicos que passaram pela fábrica Marquês de Pombal foi o de Acácio das Neves Morais Matias (1898-1954), cuja mestria o levou a colaborar com diversas outras fábricas de vidro, nacionais e estrangeiras.

 

 

 

© Vidros & Companhia

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