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Vidros Portugueses & Companhia

Vidros Portugueses & Companhia

Taça

Dezembro 09, 2024

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Pequena taça, com cerca de 4,7 cm. de altura e 12,9 cm. de diâmetro máximo, incluindo asa, apresentando decoração a esmalte policromático.

 

Note-se como os conjuntos de pontos policromáticos amarelos, azuis, brancos e vermelhos, estão aplicados sobre círculos de vidro fosco que foram previamente tratados a jacto de areia.

 

A alternância entre as flores, estilizadas a vermelho e branco, e estes círculos transmitem à taça um ritmo e uma estética que complementam muito bem o seu formato modernista.

 

 

Por outro lado, a sua asa, que também complementa harmoniosamente o aspecto modernista da peça, evidencia não só uma preocupação estética como, através do relevo quadriculado, traduz um aspecto funcional que permite segurar a taça com maior segurança.

 

Infelizmente, este exemplar terá sido lavado com produtos abrasivos, ou colocado numa máquina de lavar, o que afectou a sua decoração a esmalte, como se pode constatar na filetagem irregular.

 

Esta é uma peça que certamente terá sido produzida na Marinha Grande.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Novembro 29, 2024

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Pequena jarra, com cerca de 11,6 cm. de altura e 10,8 cm. de diâmetro máximo, com pintura floral a esmalte e pequenos complementos a dourado.

 

O corpo do vidro, extremamente leve, foi ainda revestido com um fino esmalte translúcido, cor de creme na parte superior e azul na parte inferior, que lhe confere um tom azulado, embora toda a massa vítrea seja de um branco transparente, característica que é consistente com a leveza do vidro sódico.

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Setembro 30, 2024

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Jarra, com cerca de 15 cm. de altura, em vidro doublé com pintura a esmalte e complementos a dourado.

 

O forma como o motivo floral se distribui pelo corpo da peça evoca, vagamente e de forma mais difusa, a estética e a gramática vegetalista de alguns artistas do século XIX, como William Morris (1834-1896) ou William de Morgan (1839-1917), mas esta poderá corresponder já a uma produção do século XX.

 

 

 

 

Como se depreende, esta é uma peça com um acabamento de alta qualidade, cuja origem ainda não foi possível identificar, mas que não será certamente portuguesa.

 

A tonalidade obtida com o doublé do vidro lembra algumas das peças de Pierre d'Avesn (Pierre Girre, 1901-1990) produzidas nas décadas de 1920 e 1930 (veja-se uma peça anteriormente apresentada aqui: https://vidrosecompanhia.blogs.sapo.pt/jarra-8818), enquanto a qualidade da decoração a esmalte e dourado remete para algumas peças, produzidas em Inglaterra, quer pela Stevens & Williams quer pela Thomas Webb & Sons (https://vidrosecompanhia.blogs.sapo.pt/jarra-13654).

 

Por outro lado, a qualidade desse mesmo acabamento remete também para algumas das peças produzidas em algumas fábricas da Boémia, como a Harrachov.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Abril 04, 2024

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Jarra, com cerca de 18,6 cm. de altura, ostentando decoração floral pintada à mão e complementos a dourado, no exterior, e escorrido bicromático, azul e branco, no interior, entre duas camadas de vidro transparente.

 

Esta técnica encontra-se documentada na produção vidreira da Marinha Grande da década de 1930, sendo, no segundo quartel do século XX, também uma produção comum à da fábrica francesa de Clichy.

 

 

 

Esta técnica, reminiscente da mais refinada zwischengoldglas (literalmente, ouro entre duas camadas de vidro) setecentista, surge com mais frequência, na produção da Marinha Grande, em tons interiores de verde e branco, que também é a combinação mais vulgar na produção de Clichy.

 

Tal como se verifica nas peças de Clichy, existem vários formatos de jarras da Marinha Grande que combinam esta técnica decorativa com um, dois ou mais anéis exteriores moldados em relevo, formatos esses que são bem característicos da produção Art Déco.

 

Este estilo afirma-se aqui, essencialmente, através da exuberância cromática e da gramática floral, reminiscente daquela que a inglesa Clarice Cliff (1899-1972) aplicou na sua cerâmica e que, em Portugal, ecoa também em alguns dos motivos florais da Fábrica de Loiça de Sacavém.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Jarra

Janeiro 20, 2024

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Pequena jarra, com cerca de 13,8 cm. de altura, em vidro azul com decoração floral pintada a esmalte e complementos, incluindo filetagem, a dourado.

 

A tonalidade azul do vidro é semelhante à de diversos outros vidros europeus, como os de Bristol, em Inglaterra, ou os da Boémia, mas esta peça terá sido, muito provavelmente, produzida na Marinha Grande.

 

Esta pintura floral a esmalte insere-se numa prática técnica e estética largamente exercida na Nacional Fábrica de Vidros, integrada no grupo CIP desde 1926, e bem documentada para as décadas de 1930 e 1940.

 

A gramática estilizada destes motivos florais, contudo, aponta já para uma abordagem posterior à da Art Déco, tão comum naquele período, sendo mais característica do período pós-guerra, particularmente da década de 1950.

 

A partir de 1955, por aquisição da Vista Alegre, a IVIMA sucedeu à Nacional Fábrica de Vidros, cujas origens remontavam a 1896. Em 1970 passou a integrar a CIVE, Companhia Industrial Vidreira, e em 1972 a Crisal. Entrando numa fase de gestão controlada a partir de 1986, a IVIMA não chegou a atingir o cinquentenário, acabando por encerrar em 1999.

 

 

 

© Vidros & Companhia

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