Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vidros Portugueses & Companhia

Vidros Portugueses & Companhia

Cesta em vidro e metal

Fevereiro 17, 2025

blogdaruanove

 

Cesta metálica, com cerca de 21.5 cm. de altura, e taça interior em vidro laranja, doublé, com cerca de 6 cm. de altura e 18 cm. de diâmetro máximo.

 

 

 

Embora exista vidro português produzido em pasta laranja, particularmente durante as décadas de 1960 e 1970, é muito provável que esta peça, em vidro doublé moldado, seja de origem estrangeira e oriunda da Boémia.

 

 

 

O Museu do Vidro de Passau, um museu alemão localizado num eixo de confluência de linhas fronteiriças entre a Alemanha, a Áustria e a República Checa, uma região vidreira por excelência, apresenta no seu acervo peças em vidro laranja Tango, identificadas como sendo oriundas da Loetz, com estruturas e malhas metálicas semelhantes.

 

 

 

© Vidros & Companhia

Caixa laranja

Janeiro 15, 2025

blogdaruanove

 

 

Caixa em vidro prensado, laranja opaco, com cerca de 4,7 x 12,2 x 9,8 cm.

 

Esta caixa, que poderia servir como cigarreira de mesa, apresenta uma decoração em relevo que remete claramente para a técnica do vidro lapidado.

 

Elaborado a partir da inclusão de cádmio e seleno na pasta, o vidro laranja é um dos vidros cuja coloração tem custos de produção mais elevados, tal como o vidro azul e, particulamente, o vidro vermelho.

 

 

 

Embora os tons laranja surjam já como uma tendência cromática no início do século XX, num vidro iridiscente, posteriormente designado com Carnival Glass, desenvolvido pela companhia americana Fenton, num tipo de vidro opaco denominado Tango, produzido na Boémia durante as décadas de 1920 e 1930, e no vidro americano translúcido, prensado e menos oneroso, produzido após o crash bolsista de 1929 e conhecido como depression glass, esta peça remontará apenas à década de 1960 ou 1970, altura em que diversas fábricas estrangeiras, como a Fenton e a Viking, comercializaram vidro laranja translúcido no âmbito de alguns revivalismos nas artes decorativas, durante o auge da cultura Pop.

 

Contudo, esta peça, até porque apresenta um laranja opaco, poderá ter sido produzida em Portugal.

 

Conhecem-se, ainda, variantes desta caixa em vidro opaco marmoreado, apresentando tons de branco e castanho-avermelhado ou branco e ametista escuro. 

 

 

 

Actualmente, há peças associadas a outras variantes deste padrão losangular revivalista, nomeadamente alguns copos de pé em vidro moldado, ainda hoje produzidos e comercializados, em diversas cores, pelo grupo Vista Alegre / Atlantis.

 

Conhecem-se ainda outros exemplares, de copos rasos, que combinam este padrão com folhas de acanto e motivos neoclássicos, em vidro laranja translúcido, produzidos também, tais como os anteriores, em moldes tripartidos.

 

Obviamente, as tonalidades alaranjadas translúcidas tiveram ainda um período áureo na produção vidreira portuguesa, entre as décadas de 1930 e 1950, através do tratamento químico da superfície do vidro branco transparente, processo denominado em inglês flashing e comum no depression glass, que deu origem ao vidro popularmente conhecido como casca de cebola.

 

 

 

 

© Vidros & Companhia

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2025
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D